Afundamento de mina em Maceió está mais lenta, mas existe alerta

A Defesa Civil de Maceió fez novas atualizações no último domingo sobre a situação de alguns bairros da cidade afetados pelo desastre ambiental.

Uma das principais capitais da região Nordeste, a cidade de Maceió, no estado de Alagoas, está sendo alvo de um desastre ambiental que atingiu uma área equivalente a 20% de toda a cidade. Nos últimos dias, diversos alertas foram feitos para moradores de determinadas áreas da capital alagoana, mas, no último domingo (03), a Defesa Civil municipal anunciou que houve um desaceleramento no afundamento da mina número 18 da Braskem.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, no acumulado, a mina cedeu cerca de 1,70 metro. Nas últimas 24 horas, afundou 7,4 centímetros. Porém, o alerta máximo permanece, visto que a situação pode ser modificada a qualquer momento.

Ainda na última sexta-feira (1), havia dito que o desastre estava em evolução e a região passa por um iminente risco de colapso. A situação começou a se agravar no ano de 2018, quando diversos moradores relataram que por conta das consequências da atividade de mineração da Braskem, os bairros da capital acabaram sendo afetados. Ao todo, cerca de 60 mil famílias tiveram que deixar suas casas.

Entenda o caso da Braskem em Maceió

Pelo menos cinco bairros de Maceió foram impactados devido à extração do mineral, que é formado no subsolo, a cerca de mil metros da superfície. Com isso, houve afundamento do solo nestes locais, e mesmo não havendo mortes diretamente relacionadas ao caso, diversas construções acabaram sendo demolidas.

Alguns estudos apontam que essa é a maior tragédia socioambiental em uma zona urbana em todo o mundo. O coordenador da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés, afirmou ainda na última sexta que não há risco de um possível colapso na mina 18 afetar os municípios de Pilar, Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte, vizinhos do local atingido. 

Os bairros afetados foram Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro, além da localidade de Flexal. A atividade da Braskem na cidade começou há cerca de 40 anos, e o afundamento ocorreu devido a uma falha tectônica do município. De acordo com a empresa, que está presente na COP28 para divulgar ações em prol do ambiente, a situação da mina 18 está sendo monitorada desde a última terça-feira (28).

A Braskem ainda afirmou que uma área foi isolada para a execução de preenchimento dos poços. “Os dados atuais de monitoramento demonstram que o movimento do solo permanece concentrado na área dessa mina”, informou a empresa por meio de uma nota divulgada para a Agência Brasil.

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