Sol dará grande espetáculo na Terra após um buraco abrir na estrela

Uma corrente de vento solar vinda de um buraco coronal do Sol em direção a Terra irá proporcionar um espetáculo de auroras. nos polos do planeta

Observadores de auroras no hemisfério norte estão ansiosos para presenciar um espetáculo celestial nas próximas horas, conforme uma corrente de vento solar emerge de um colossal buraco coronal em direção à Terra. O Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA registrou imagens impressionantes desse fenômeno, abrangendo uma extensão colossal de aproximadamente 800 mil quilômetros ao longo de seu eixo.

Esse fenômeno de buraco coronal representa uma área na atmosfera solar onde os campos magnéticos se abrem, possibilitando a fuga do vento solar. A singularidade visual desse buraco se manifesta pela falta do usual brilho do gás quente na região subsuperficial solar. As manchas solares, áreas de temperatura mais baixa e menor densidade na superfície do Sol, também são notáveis nas imagens de ultravioleta extremo (EUV) e raios-X moles.

SOL
Foto tirada pela NASA do buraco coronal presente no Sol. (Foto: reprodução/Olhar Digital)

Manchas solares e seus efeitos

Essa aparência peculiar das manchas solares é originada pela concentração intensa do campo magnético do Sol nessas regiões, que é cerca de 2.500 vezes mais intenso do que o campo magnético terrestre. O aumento da pressão magnética nessas áreas reduz a pressão atmosférica ao redor, resultando em uma queda de temperatura, uma vez que o campo magnético bloqueia o fluxo de gás quente da subsuperfície para a superfície solar.

O Serviço Nacional de Meteorologia adverte que ao interagir com um jato de plasma proveniente de uma erupção solar, esse evento tem o potencial de provocar tempestades geomagnéticas classificadas de G1 (fraca) a G2 (moderada), numa escala que varia de G1 a G5.

Conforme indicado pelo Spaceweather.com, a previsão inicial apontava para o início do fluxo de partículas solares na segunda-feira (04), persistindo até hoje (05), com tempestades de intensidade mais branda, de nível G1.

Para além de gerar auroras nas regiões polares da Terra, essas tempestades geomagnéticas têm o potencial de impactar sistemas elétricos, causar danos a transformadores e influenciar a operação de satélites, demandando medidas corretivas em sua orientação e podendo afetar as trajetórias orbitais.

Atividade do Sol

No momento, observa-se um aumento na atividade solar, com a previsão do próximo máximo solar sendo ajustada para ocorrer entre janeiro e outubro de 2024, em contraste com a estimativa inicial de 2025. Essa atualização busca aprimorar a precisão da previsão, incorporando observações recentes das manchas solares.

O ciclo solar, conhecido como ciclo de Schwabe, tem uma periodicidade de aproximadamente 11 anos, caracterizado por fases de mínima e máxima atividade solar. Robert Leamon, cientista de pesquisa da NASA, destaca que a extensão de um ciclo, medida de um terminador ao próximo, está fortemente associada à intensidade do ciclo seguinte.

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