Executivos brasileiros acreditam que Drex pode mudar o país

Um dos principais produtos desenvolvidos pelo Banco Central, o Drex está contando com a aceitabilidade de diversos executivos.

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou neste ano de 2023 que está realizando a elaboração de um novo produto que poderá ser bastante utilizado pelos cidadãos brasileiros de todo o país. Trata-se do Drex, que nada mais é que a moeda digital que deverá ser utilizada no Brasil a partir do final de 2024.

Também conhecido como Real Digital, o Drex está sendo desenvolvido pelo BC com o intuito de democratizar o uso do dinheiro no país, sem a necessidade de utilização do dinheiro físico. Nos últimos anos, com a maior participação de bancos digitais, cartão de crédito e do Pix, o dinheiro em papel moeda passou a ser menos utilizado por muitas pessoas no dia a dia.

Além disso, diversas moedas digitais, como as criptomoedas, chamaram a atenção do mercado financeiro por conta do seu uso para o comércio. No caso do Drex, a moeda segue em fase de testes. No entanto, o nome foi definido nos últimos meses representando as características da nova ferramenta.

A letra D representa a palavra ‘digital’, enquanto o R se refere ao ‘real’. Já a letra E simboliza a palavra ‘eletrônica’, e, por fim, o X foi inserido para passar uma ideia de modernidade e de maior conectividade.

Executivos acreditam na viabilidade do Drex

Como explica o analista de criptomoedas Felipe Medeiros, o Drex utilizará a tecnologia de blockchain, assim como as criptomoedas, mas terá outra finalidade. “Ela estará em uma estação de blockchain, assim como as criptomoedas, mas tem uma função diferente. Ele será totalmente emitido e controlado pelo BC e irá obedecer às mesmas políticas que o dinheiro físico tem”, diz Felipe.

De acordo com um levantamento do mercado financeiro, 83% dos executivos brasileiros acreditam que moedas digitais como o Drex e as criptomoedas irão mudar o país. Porém, é importante destacar que o Banco Central já adiantou que o real digital funcionará com o mesmo valor da moeda brasileira.

“Reunimos empresas do Brasil para que possamos entender o comportamento delas em relação à maturidade de adoção, utilização e insights nos chamados ‘ativos digitais’. Por serem temas novos, mas que estão ganhando espaço dentro das corporações, com certeza o estudo revela dados essenciais que auxiliam na tomada de decisões dos empresários e os principais desafios que blockchain, criptomoedas, tokens e DREX trazem”, conta líder do Comitê de Meios de Pagamentos do MID, Rodrigo Soeiro.

Apesar da percepção, 59% ainda aguardam os desenvolvimentos adicionais no setor, e apenas 3 em cada 10 estão avançando ativamente com a adoção de inovações. O levantamento foi elaborado com o intuito de avaliar o entendimento dos executivos em relação a essas soluções emergentes.

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