Harvard alerta pessoas a não consumirem o arroz branco; entenda

Analisando o Índice Glicêmico, o arroz branco foi comparado, pelo estudo de Harvard, com o açúcar puro. A pesquisa também apresentou alternativas

Na tradição gastronômica do Brasil, o arroz branco sempre desempenhou o papel de parceiro leal, principalmente em conjunto com o feijão. Entretanto, a reputação dessa clássica combinação está sendo questionada por um estudo conduzido pela Universidade Harvard. Segundo essa pesquisa, o arroz branco, um produto refinado obtido através da remoção da casca durante o processo industrial, pode não ser a opção mais saudável.

A fase de refinamento do arroz implica na eliminação de fibras, minerais e vitaminas, deixando apenas o amido preservado. Com cerca de 28,2 gramas de carboidratos em cada 100 gramas, o consumo de arroz branco pode ter impactos notáveis no organismo, sobretudo nos níveis de açúcar no sangue.

Pesquisa de Harvard contra o arroz branco

A pesquisa analisa a equiparação do impacto de uma porção de arroz branco ao consumo de açúcar de mesa puro, destacando que ambos induzem aumentos rápidos e consideráveis nos níveis de açúcar no sangue. Diante dessas conclusões, os pesquisadores recomendam que pessoas com diabetes evitem o consumo de arroz branco e de outras opções que possam ter impactos semelhantes.

A análise dos dados resultantes da pesquisa leva em consideração o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos, um indicador que avalia a rapidez com que os alimentos ricos em carboidratos influenciam os níveis de açúcar no sangue.

Em uma escala que varia de 0 a 100, onde índices mais baixos apontam para escolhas mais saudáveis e índices mais altos indicam opções menos saudáveis, o arroz branco, com um Índice Glicêmico (IG) entre 70 e 73, é classificado como tendo um impacto elevado na elevação dos níveis de açúcar no sangue.

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Índice glicêmico dos carboidratos. (Foto: reprodução/Facebook)

Substituições sugeridas

Considerando a reputação em discussão do arroz branco, o estudo sugere opções mais saudáveis. Dentre elas, a quinoa se destaca por sua riqueza em fibras, proteínas, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e ômega 3. Já o arroz integral, por não ser submetido ao processo de refino, conserva uma maior quantidade de fibras e magnésio.

Já o purê de cenoura apresenta-se como uma alternativa menos calórica e repleta de fibras, além de ser uma excelente fonte de vitaminas A, C e potássio. Por sua vez, a batata doce, devido ao seu baixo índice glicêmico, evita picos de glicose no sangue e é abundante em vitamina A, carotenos, vitamina C e diversos minerais.

O estudo conduzido pela Universidade Harvard destaca não apenas a substituição do arroz branco por alternativas mais saudáveis, mas também ressalta a importância de incrementar o consumo de frutas, laticínios e incorporar proteínas de alta qualidade na dieta.

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